"O modelo dos modelos" e o AEE
Calvino
nos traz uma reflexão muito interessante que podemos associá-la a diversas
situações, seja no âmbito educacional, emocional, social... Ele lança sobre nós
uma inquietude do ordinário. Remete-nos a (re)pensar que de certa forma somos
levados à busca da igualdade e perfeição.
Fazendo uma relação entre o texto e a própria história da educação, podemos perceber o quão foi (e ainda é) importante a luta por uma educação inclusiva. Ou seja, (re) pensar no papel da escola como um espaço que todos sejam de fato e de direito incluídos. O ensino regular destinava-se aos alunos ditos “normais” ou muito timidamente a alunos que pudessem se adequar aos padrões/modelos já preestabelecidos."A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já se desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório (...)" assim, na educação também foi importante rever a atuação da escola. Atualmente trabalha-se por uma Educação Inclusiva, ou seja, uma única escola em que todos sejam de fato e de direito incluídos. Proporcionando o ingresso e a permanência do aluno na escola com condições efetivas de aprendizagem. "Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos dos modelos." Nesse contexto então, surge o Atendimento Educacional Especializado (AEE), no intuito de prestar um serviço complementar e não substitutivo aos alunos com deficiência, transtorno ou altas habilidades/superdotação, conforme estabelece a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e no Decreto N. 6.571/2008. Necessitando desvincular o nome de educação especial para apagar a segregação desses alunos; uma vez que o AEE não é uma substituição da escola especial dentro do ensino regular.
Cabe ressaltar que "para atuar no AEE, os professores devem ter formação específica para este exercício, que atenda aos objetivos da educação especial na perspectiva da educação inclusiva". (ROPOLI, 2010:28). Mais uma vez nos cabe uma relação/reflexão sobre "os modelos dos modelos". Para o desenvolvimento do trabalho realizado no AEE é necessário ter formação e um conhecimento teórico para prestar um serviço de qualidade que elimine/minimize as barreiras enfrentadas por seu público alvo. No entanto, também nesse trabalho podemos relacionar ao texto de Calvino, pois ele nos mostra a importância de ressignificar os nossos conceitos, sobretudo, ampliando nosso olhar para romper paradigmas, observando o elo entre teoria e prática, entre o ideal e o possível de ser realizado.
Fazendo uma relação entre o texto e a própria história da educação, podemos perceber o quão foi (e ainda é) importante a luta por uma educação inclusiva. Ou seja, (re) pensar no papel da escola como um espaço que todos sejam de fato e de direito incluídos. O ensino regular destinava-se aos alunos ditos “normais” ou muito timidamente a alunos que pudessem se adequar aos padrões/modelos já preestabelecidos."A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já se desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório (...)" assim, na educação também foi importante rever a atuação da escola. Atualmente trabalha-se por uma Educação Inclusiva, ou seja, uma única escola em que todos sejam de fato e de direito incluídos. Proporcionando o ingresso e a permanência do aluno na escola com condições efetivas de aprendizagem. "Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos dos modelos." Nesse contexto então, surge o Atendimento Educacional Especializado (AEE), no intuito de prestar um serviço complementar e não substitutivo aos alunos com deficiência, transtorno ou altas habilidades/superdotação, conforme estabelece a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e no Decreto N. 6.571/2008. Necessitando desvincular o nome de educação especial para apagar a segregação desses alunos; uma vez que o AEE não é uma substituição da escola especial dentro do ensino regular.
Cabe ressaltar que "para atuar no AEE, os professores devem ter formação específica para este exercício, que atenda aos objetivos da educação especial na perspectiva da educação inclusiva". (ROPOLI, 2010:28). Mais uma vez nos cabe uma relação/reflexão sobre "os modelos dos modelos". Para o desenvolvimento do trabalho realizado no AEE é necessário ter formação e um conhecimento teórico para prestar um serviço de qualidade que elimine/minimize as barreiras enfrentadas por seu público alvo. No entanto, também nesse trabalho podemos relacionar ao texto de Calvino, pois ele nos mostra a importância de ressignificar os nossos conceitos, sobretudo, ampliando nosso olhar para romper paradigmas, observando o elo entre teoria e prática, entre o ideal e o possível de ser realizado.
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o conhecimento teórico é importante, mas não suficiente. Uma escola inclusiva é
aquela que tem um olhar mais voltado para o aluno, que admite a importância de
conhecer o contexto educacional ao qual o aluno está inserido, questões estas
relacionadas ao seu cotidiano escolar: habilidades, desejos, preferências,
dificuldades e, a partir daí desenvolver planos de ensino, projetos e
estratégias de aprendizagem que possam incluir a todos, na tentativa de
eliminar as barreiras que dificultam o processo de ensino/aprendizagem . E mais
uma vez a regra do senhor Palomar se modifica, ou seja, o professor do AEE, por
mais que tenha vários alunos com o mesmo tipo de deficiência, cada um possui
suas peculiaridades, dificuldades e potencialidades. Daí a importância do passo
a passo (análise e clarificação do problema, identificação da natureza do problema,
propostas de soluções) na elaboração do plano de AEE. Pois, cada etapa
favorece uma melhor compreensão sobre o aluno, suas dificuldades e
potencialidades e de que forma o professor poderá intervir para eliminar ou
minimizar as barreiras que impedem a aprendizagem do aluno em diferentes
âmbitos: social, educacional, emocional...logo não existe um modelo de plano,
de atendimento ou de aluno... Mas um plural de possibilidades de trabalho que
possa fazer um diferencial na qualidade de vida desses alunos de forma
singular.
Referências:
*“O
modelo dos modelos” – Italo Calvino
ROPOLI, Edilene Aparecida
[et al]. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: a escola comum
inclusiva. V.1. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação
Especial; Fortaleza, Universidade Federal do Ceará, 2010
Como especificou muito bem no seu texto, nós como professores devemos conhecer muito bem nosso aluno para podermos construi um plano de atendimento focado nas suas dificuldades e potencialidades. Parabéns pela sua reflexão
ResponderExcluirComungo com você no paralelo entre o texto X AEE e que o professor para atuar nesta área tem que ter formação específica para dar subsídios a um atendimento de qualidade e que não existem modelos, regras e isso foi colocado muitíssimo bem quando diz que há [...]“um plural de possibilidades de trabalho que possa fazer um diferencial na qualidade de vida desses alunos de forma singular.
ResponderExcluirParabéns!
Conhecer o aluno é sem dúvida um ponto de partir interessante, mas para ver além do que está posto é importante resgatar a experiências teórico e práticas....
ResponderExcluirGostei do texto.