Um singelo olhar sobre EAD
De fato o professor José Manuel Moran expressa bem meu sentimento ao
afirmar “que um bom curso é aquele que
nos empolga, nos surpreende, nos faz pensar, nos envolve ativamente, traz
contribuições significativas (...)”. Assim, um bom estudante é aquele que
busca o saber em função de um desejo interior de aprender o novo, desvendar a
vicissitude da experiência de perceber a transformação do conhecimento pelo
simples fato de se colocar enquanto objeto do desconhecimento. Tem a concreta
convicção de que deve viver novas experiências para transformar em si mesmo e
“mudar o mundo”, nem que seja o seu próprio mundo a sua própria vida através
dessas novas vivências e experiências. Um dos pontos que, às vezes, pode se
tornar difícil é se apropriar da tecnologia e se adaptar a dinâmica/formatação
do curso, observando as atividades a serem desenvolvidas, prazos, acessos,
fóruns, chat, entre outros. Percebo também na educação à distância dois pontos
centrais que se interligam e são por demais estimulantes. Primeiramente a
possibilidade e facilidade de ter acesso a grandes pensadores/professores
nacionais sem precisar se deslocar aos grandes centros urbanos brasileiros, o
que favorece e antecipa o nosso crescimento intelectual por participamos dessa
educação que acaba minimizando disparidades regionais (no contexto da
educação), além de promover o intercâmbio virtual entre diferentes educadores
que muito dificilmente estariam se encontrando em condições de normalidade
(educação presencial). O segundo ponto que percebo, é a possibilidade de
“diferentes olhares” educacionais e realidades vividas por todos nós, alunos
que se dedicam a estudar a educação especial, poderem se encontrar, se fundir,
modificar, transformar, nascer e renascer, crescer e em especial contribuir para a geração de um “ambiente
novo e criativo” no “saber e para o saber”, de tal modo que provoque uma
verdadeira revolução entre e dentro de nós. Destaco aqui o papel dos educadores
envolvidos nesse fazer educacional, pois sem dúvida é o “ponto central dessa
mutação”. São eles os mediadores entre o desconhecimento, a dúvida, a
incerteza, a sabedoria, a novidade, a descoberta para a construção de um saber
sólido, robusto, forte, mas ao mesmo tempo flexível, heterogêneo, atual,
interativo e principalmente mutante. Vejo na educação a distância a
possibilidade de nós educadores podermos trocar experiências uns com os outros
de nossas vivências locais como nunca se viu antes em nosso país. Poder
aproximar nossos olhares regionais de uma possível realidade nacional.
Construir um conhecimento multidisciplinar, interdisciplinar e quem sabe até
transdisciplinar.
Referências:
MORAN, José Manuel. Contribuições para uma pedagogia da
educação on-line. Artigo publicado no livro organizado por SILVA, Marco. Educação online: teorias, práticas,
legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003. P. 39-50. Disponível
em http://www.eca.usp.br/prof/moran/bom_curso.htm
Acessado em 21/04/2013
_______. O que é um bom curso a distância? Disponível
em http://www.eca.usp.br/prof/moran/contrib.htm. Acessado em 21/04/2013