domingo, 26 de maio de 2013

Pesquisas sobre inclusão

Olá pessoal!
Sabemos que as barreiras para uma verdadeira inclusão são muitas e, lgumas vezes, achamos que na escola que trabalhamos é ainda mais difícil, mas não é bem assim. De acordo com pesquisas realizadas isso ocorre em muitos lugares. Li este artigo muito interessante sobre a educação inclusiva e gostaria de compartihar com vocês!
É um  estudo sobre inclusão em escolas públicas estaduais no interior paulista a partir do acompanhamento de 10 professores e 6 diretores através de entrevistas e observações. Evidencia a função do docente e do gestor como imprescindíveis no processo de inclusão. Define o papel de cada um, ao mesmo tempo ratifica o agir coletivo. Discute ainda, leis, documentos e direitos que foram conquistados ao longo dos anos para as pessoas necessidades especiais. De acordo com a pesquisa, a inclusão é algo possível desde que haja uma correlação entre formação docente, formação continuada, infraestrutura, material pedagógico para dar suporte, entre outros. Destaca também a importância das Universidades para a formação continuada dos professores, além promover pesquisas que facilitem o desenvolvimento de instrumentos e recursos para as pessoas com deficiência. Acredita-se, portanto, na efetivação da inclusão desde que teoria e prática caminhem juntos.

Referência:

SANT'ANA, I. M. (2005). Educação Inclusiva: concepções de professores e diretores. In: Psicologia em Estudo, Maringá, v.10, n.2, p.227 234 Disponível em http://www.scielo.br/pdf/pe/v10n2/v10n2a09.pdf acessado em 10/05/2013.

 

comentários de vídeos


Os vídeos Help Desk na Idade Média e Web 2.0 relatam sobre a posição do homem perante o desconhecido, o novo. Totalmente necessário para a evolução humana. O primeiro falando sobre o surgimento da escrita e dos registros tornando a imortalidade das ideias. Faz uma crítica bem humorada sobre a utilização do livro, dando a entender que o seu uso remete a um processo bem mecânico que pode ser entendido como repetição de ações, sem manual de instrução. Já o segundo, utiliza uma linguagem mais técnica, do mundo atual, que muitas vezes nos assusta e ao mesmo tempo nos atrai. Destaca a velocidade e o acesso à informação, possibilitando, inclusive, notícias, declarações... em tempo real.
Os vídeos nos remetem a possibilidade de dar continuidade aos processos de desenvolvimento do conhecimento que se iniciam a partir da vivência do novo e que daí sofrerá verdadeiras metamorfoses por estarem em constante transformação e construção. Porém, nada será válido se não for para aproximar pessoas e promover a interação e o conhecimento.
Para assisti-los acesse:  http://www.youtube.com/watch?v=IJq-x2Vrv8c
                                            
http://www.youtube.com/watch?v=X4n90pO-kRk

Refletindo...


Um singelo olhar sobre EAD


De fato o professor José Manuel Moran expressa bem meu sentimento ao afirmar “que um bom curso é aquele que nos empolga, nos surpreende, nos faz pensar, nos envolve ativamente, traz contribuições significativas (...)”. Assim, um bom estudante é aquele que busca o saber em função de um desejo interior de aprender o novo, desvendar a vicissitude da experiência de perceber a transformação do conhecimento pelo simples fato de se colocar enquanto objeto do desconhecimento. Tem a concreta convicção de que deve viver novas experiências para transformar em si mesmo e “mudar o mundo”, nem que seja o seu próprio mundo a sua própria vida através dessas novas vivências e experiências. Um dos pontos que, às vezes, pode se tornar difícil é se apropriar da tecnologia e se adaptar a dinâmica/formatação do curso, observando as atividades a serem desenvolvidas, prazos, acessos, fóruns, chat, entre outros. Percebo também na educação à distância dois pontos centrais que se interligam e são por demais estimulantes. Primeiramente a possibilidade e facilidade de ter acesso a grandes pensadores/professores nacionais sem precisar se deslocar aos grandes centros urbanos brasileiros, o que favorece e antecipa o nosso crescimento intelectual por participamos dessa educação que acaba minimizando disparidades regionais (no contexto da educação), além de promover o intercâmbio virtual entre diferentes educadores que muito dificilmente estariam se encontrando em condições de normalidade (educação presencial). O segundo ponto que percebo, é a possibilidade de “diferentes olhares” educacionais e realidades vividas por todos nós, alunos que se dedicam a estudar a educação especial, poderem se encontrar, se fundir, modificar, transformar, nascer e renascer, crescer e em especial  contribuir para a geração de um “ambiente novo e criativo” no “saber e para o saber”, de tal modo que provoque uma verdadeira revolução entre e dentro de nós. Destaco aqui o papel dos educadores envolvidos nesse fazer educacional, pois sem dúvida é o “ponto central dessa mutação”. São eles os mediadores entre o desconhecimento, a dúvida, a incerteza, a sabedoria, a novidade, a descoberta para a construção de um saber sólido, robusto, forte, mas ao mesmo tempo flexível, heterogêneo, atual, interativo e principalmente mutante. Vejo na educação a distância a possibilidade de nós educadores podermos trocar experiências uns com os outros de nossas vivências locais como nunca se viu antes em nosso país. Poder aproximar nossos olhares regionais de uma possível realidade nacional. Construir um conhecimento multidisciplinar, interdisciplinar e quem sabe até transdisciplinar.

Referências:


MORAN, José Manuel. Contribuições para uma pedagogia da educação on-line. Artigo publicado no livro organizado por SILVA, Marco. Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003. P. 39-50. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/bom_curso.htm
Acessado em 21/04/2013

_______. O que é um bom curso a distância? Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/contrib.htm. Acessado em 21/04/2013