Não
considero a inclusão uma missão impossível, mesmo pertencendo a um país
capitalista, imediatista. Pensar na possibilidade que todos os seres humanos
podem e devem compartilhar os mesmos espaços e nesta perspectiva aprender,
evoluir, ampliar o seu conhecimento respeitando o modo e o ritmo de cada um é
uma quebra de paradigma, é lei e precisa ser cumprida.
É
bem verdade que devamos reconhecer que ainda estamos no início desse processo e
muitos desafios serão enfrentados. A discussão, inquietação da sociedade civil
perante as diferenças humanas e suas peculiaridades já configuram um ponto de
partida que devemos considerar como relevante para uma possível mudança de
valores e atitudes.
Acessibilidade é
um dos assuntos mais discutidos nos últimos anos. Dar as pessoas a oportunidade de acesso
aos espaços físicos, a utilização de recursos acessíveis relativos à
comunicação, a informação, entre outros, é garantido por lei e precisa ser
cumprida.
Hoje vamos falar sobre um recurso muito
importante para a pessoa com deficiência visual que é a áudiodescrição. De acordo
com Mota (2010) “ a audiodescrição é um recurso de acessibilidade
que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos
culturais, gravados ou ao vivo, como: peças de teatro, programas de TV,
exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles e espetáculos de dança; eventos
turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos tais como aulas, seminários,
congressos, palestras, feiras e outros, por meio de informação sonora”.
A audiodescrição
é um facilitador nas atividades desenvolvidas com as pessoas com cegueira ou
baixa visão.
Nesta atividade, podemos explorar além da visão residual,
trabalhar cores, expressões e sentimentos que são tão aflorados neste tipo de
arte. Ela está intimamente ligada a própria história da humanidade, que antes
mesmo da escrita, eram utilizados desenhos e simbologias para descrever os acontecimentos da época.. Apresentar
uma obra de arte e despertar o gosto pela produção artística também deve ser um dos papéis desempenhados pelo professor.
Cabe ressaltar que esta atividade pode ser desenvolvida incluindo todos os alunos da turma, uma vez que possibilita um olhar mais atento e reflexivo.
Referências:
Referências:
DOMINGUES, Celma dos Anjos [et al]. A Educação
Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: os alunos com deficiência visual:
baixa visão e cegueira. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de
Educação Especial; [Fortaleza]: Universidade Federal do Ceará, 2010.
MOTTA, Lívia Maria Villela de Mello; FILHO, Paulo Romeu
(Org.). Audiodescrição: transformando imagens em palavras. São Paulo:
Secretaria do Estado dos Direitosdas Pessoas com Deficiência, 2010. Disponível
na opção LIVROS do site:www.vercompalavras.com.br. Acesso em 08/12/2013).
BRASIL. Nota Técnica, Nº. 21. Orientações
para descrição de imagem na geraçãode material digital acessível –Mecdaisy.MEC/SECADI/DPEE,
2012. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=10538&Itemid=.
Acesso em 08/12/2013.
Muito bom, Parabéns!!! Nunca tinha visto uma audiodescrição de uma pintura. Isso é que é acessibilidade!!!!
ResponderExcluirFoi emocionante para mim que sou vidente, imagine quem não consegue ver.
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