domingo, 26 de maio de 2013

Refletindo...


Um singelo olhar sobre EAD


De fato o professor José Manuel Moran expressa bem meu sentimento ao afirmar “que um bom curso é aquele que nos empolga, nos surpreende, nos faz pensar, nos envolve ativamente, traz contribuições significativas (...)”. Assim, um bom estudante é aquele que busca o saber em função de um desejo interior de aprender o novo, desvendar a vicissitude da experiência de perceber a transformação do conhecimento pelo simples fato de se colocar enquanto objeto do desconhecimento. Tem a concreta convicção de que deve viver novas experiências para transformar em si mesmo e “mudar o mundo”, nem que seja o seu próprio mundo a sua própria vida através dessas novas vivências e experiências. Um dos pontos que, às vezes, pode se tornar difícil é se apropriar da tecnologia e se adaptar a dinâmica/formatação do curso, observando as atividades a serem desenvolvidas, prazos, acessos, fóruns, chat, entre outros. Percebo também na educação à distância dois pontos centrais que se interligam e são por demais estimulantes. Primeiramente a possibilidade e facilidade de ter acesso a grandes pensadores/professores nacionais sem precisar se deslocar aos grandes centros urbanos brasileiros, o que favorece e antecipa o nosso crescimento intelectual por participamos dessa educação que acaba minimizando disparidades regionais (no contexto da educação), além de promover o intercâmbio virtual entre diferentes educadores que muito dificilmente estariam se encontrando em condições de normalidade (educação presencial). O segundo ponto que percebo, é a possibilidade de “diferentes olhares” educacionais e realidades vividas por todos nós, alunos que se dedicam a estudar a educação especial, poderem se encontrar, se fundir, modificar, transformar, nascer e renascer, crescer e em especial  contribuir para a geração de um “ambiente novo e criativo” no “saber e para o saber”, de tal modo que provoque uma verdadeira revolução entre e dentro de nós. Destaco aqui o papel dos educadores envolvidos nesse fazer educacional, pois sem dúvida é o “ponto central dessa mutação”. São eles os mediadores entre o desconhecimento, a dúvida, a incerteza, a sabedoria, a novidade, a descoberta para a construção de um saber sólido, robusto, forte, mas ao mesmo tempo flexível, heterogêneo, atual, interativo e principalmente mutante. Vejo na educação a distância a possibilidade de nós educadores podermos trocar experiências uns com os outros de nossas vivências locais como nunca se viu antes em nosso país. Poder aproximar nossos olhares regionais de uma possível realidade nacional. Construir um conhecimento multidisciplinar, interdisciplinar e quem sabe até transdisciplinar.

Referências:


MORAN, José Manuel. Contribuições para uma pedagogia da educação on-line. Artigo publicado no livro organizado por SILVA, Marco. Educação online: teorias, práticas, legislação, formação corporativa. São Paulo: Loyola, 2003. P. 39-50. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/bom_curso.htm
Acessado em 21/04/2013

_______. O que é um bom curso a distância? Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/contrib.htm. Acessado em 21/04/2013


 

5 comentários:

  1. Olá Andrea, concordo com sua opinião acerca da educação a distância. O seu blog está maravilhoso! Adorei...

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  2. OLÁ, GOSTEI MUITO DO SEU BLOG.CONCORDO COM A SUA OPINIÃO EM RELAÇÃO A EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA.
    BEIJOS!!!
    SILVÂNIA PONCIANA

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  3. Gostei muito do seu blog, além de muito bonito o conteúdo está muito bom, assim como a forma em que o mesmo foi organizado. A frase inicial é um convite para explorá-lo como um todo. Parabéns!

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  4. Oi Andréa! Como está bonito o seu blog e bem informativo. Realmente precisamos divulgar a Educação Inclusiva com o intuito de contaminar o máximo de pessoas e oportunizá-los a convivência com os diferentes.

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  5. Parabéns Andréa. Ficou maravilhoso, gostei muito.
    Mirtes

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